Feminicídio: marido que espancou grávida até a morte e chorou ao lado do corpo, também a fez abortar após surra em fevereiro

Hélio José de Almeida Feitosa é procurado pelo assassinato de Pâmela do Nascimento, de 27 anos, que estava grávida. Pâmela foi morta na noite de segunda-feira (7), em Poço de José do Moura, no Sertão da Paraíba, e, de acordo com a Polícia Civil, a versão contada pelo marido em depoimento é “totalmente mentirosa”. O homem também é suspeito de provocar um aborto na vítima após agressões, em fevereiro.

Quando Hélio José de Almeida Feitosa foi levado até a delegacia, relatou que não tinha espancado a mulher. O homem foi liberado após depoimento. De acordo com o delegado Danilo Charbel, através de documentos e relatos testemunhais, foi constatado que, no dia 12 de fevereiro de 2020, o homem já havia provocado um aborto em Pâmela após agredi-la.

Segundo o delegado Glauber Fontes, da Delegacia de Homicídios de Cajazeiras, o suspeito não foi preso em flagrante no dia do crime porque as lesões da vítima não eram aparentes. “Após o laudo, ficou constatado que a causa da morte foi uma hemorragia interna provocada por várias lesões do abdome da vítima”, disse.

Hélio José de Almeida Feitosa deve responder por feminicídio e aborto sem consentimento da vítima. O mandado de prisão do suspeito já foi expedido e ele é considerado um foragido da justiça. “A vítima foi barbaramente assassinada. O indivíduo demonstrou uma frieza fora do comum”, relatou o delegado.

Feminicídio é o assassinato de uma mulher cometido devido ao fato de ela ser mulher ou em decorrência da violência doméstica. Foi inserido no Código Penal como uma qualificação do crime de homicídio em 2015 e é considerado crime hediondo.

 

 

 

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