João Campos prevê que maior frente de partidos irá apoiar sua candidatura a prefeito do Recife

O deputado federal e pré-candidato a prefeito do Recife pelo PSB, João Campos, afirmou nesta quinta-feira (30) que chegará à disputa com uma frente ampla de partidos. “Não tenho dúvida que a Frente Popular do Recife será, talvez, a frente mais ampla que o Recife já viu porque o momento que vivemos pede unidade”, definiu o socialista ao comentar sobre as conversas que estão acontecendo com as demais siglas para compor a aliança de sustentação à sua Na avaliação dele, é natural que os partidos coloquem candidaturas agora para discutir e depois avaliarem. “O PSB está conversando. Aprendi que a gente faz as coisas com diálogo. Estamos conversando muito. Semanalmente os partidos se reúnem em Brasília. O Movimento Janelas pela Democracia, por exemplo, é construído a várias mãos. Tem o PDT, PT, PSB, Rede, PV, que construíram naturalmente esse movimento de diálogo”, observou o deputado.

Durante conversa com os jornalistas Rhaldney Santos e Rochelli Dantas na série de entrevistas com os pré-candidatos a prefeito do Recife na Rádio Clube AM e no canal do Youtube do Diario de Pernambuco, João Campos, que nessa fase de pré-campanha já enfrenta um leque de pré-candidatos que fazem oposição ao seu nome, se manteve na retaguarda e optou por não bater de frente com os adversários. A única crítica foi dirigida ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que, na opinião do socialista, não teve o cuidado necessário para comandar as ações destinadas à Covid-19 no país.
O deputado falou sobre o assunto quando questionado se as operações da Polícia Federal na Prefeitura do Recife poderiam refletir negativamente na sua campanha à sucessão do prefeito Geraldo Julio (PSB). De acordo com João Campos, as ações que o governo do estado e a Prefeitura do Recife fizeram para combater a doença foram consideradas como acertadas pela população.
“Vivemos momentos do guerra. O mundo viveu um momento de guerra. Em uma guerra dessas a gente pode ter dois caminhos: o caminho que Bolsoanro fez que é de cruzar os braços, dizer que é uma gripizinha e não fazer nada e o outro é salvar vidas. Com R$ 200 bilhões de orçamento na saúde, ele não fez um hospital no Nordeste brasileiro. No Recife, com menos de R$ 2 bilhões de orçamento na saúde, a prefeitura fez sete hospitais em 45 dias. As vidas foram salvas, os leitos foram construídos”, pontuou.
Ainda de acordo com o deputado, a Prefeitura do Recife não tinha um leito de UTI, por ser o atendimento de média complexidade, e hoje conta com mais de 350 leitos de UtIs. “Foram construído sim e confio na lisura do processo. Aconteceram erros no caminho? Poder ter acontecido, mas jamais aconteceu dolo ou irresponsabilidade, ou uma fraude, um desejo de se apropriar do dinheiro público. As investigações vão mostrar isso”, assegurou o parlamentar.
Ele disse também que o ruim dessa história é ver “pessoas fazendo disso palanque eleitoral, enquanto não vejo essas mesmas pessoas cobrando Bolsonaro de fazer um hospital de campanha no Recife. As pessoas deveriam está cobrando isso dele. Agora respeito os órgãos de controle, inclusive, o  governador Paulo Câmara (PSB) e o prefeito Geraldo Julio são de órgãos de controle. Os dois são do Tribunal de Contas do Estado. São auditores e quem fez todo o processo na prefeitura foram auditores”, defendeu.
Em relação a propostas e o foco que dará ao seu governo, no caso de eleito, João Campos disse que sua principal preocupação será de reduzir desigualdades sociais. Destacou, ainda, que, mesmo em um cenário de crise, a gestão do PSB na Prefeitura do Recife teve avanços com obras estruturadoras como o Compaz, Hospital da Mulher e do Idoso (em fase de conclusão), por exemplo, melhoras na educação e na infraestrutura urbana.
“Mas acho que teremos desafios grandes pela frente, enquanto sociedade, e principalmente no que tange a emprego a renda das pessoas. Vamos viver uma situação muito grave. O grave desafio será discutir o emprego e renda. Acho que avanços importantes foram construídos, mas em uma cidade como Recife sempre vai ter o que avançar. Temos que corrigir as desigualdades regionais. Vai ser difícil, mas o importante é não parar de lutar”, frisou o deputado.
Diário de Pernambuco

DEIXE SEU COMENTÁRIO: "Os comentários a seguir são de inteira responsabilidade dos usuários, não correspondendo ao que pensam os idealizadores da marca JORNAL DE TODOS, isentando-os dos mesmos."

Por favor, digite seu comentário!
Digite seu nome...